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quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Monólogo do Romeu:

Oh, Julieta, onde estás nesta noite fria de lua cheia, quem sem brilho chora a tua ausência? A moça que leva no sorriso o brilho intenso das estrelas, nos olhos o ar profundo e misterioso da noite, que carrega a voz mais melodiosa que não pode ser comparada a nenhum canto de pássaros. Oh, Julieta, vem pra mim! Eu que estou disposto a brigar por ti com a saúde e com a doença, com a riqueza e com a pobreza, com a vida e com a morte. Nada pode nos separar! Oh, Julieta! Olha pra mim. Não vês que minhas mãos contêm o afago que procuras? Não vês em meus olhos o brilho que te guiará para fora do túnel? Eu sou o único que pode te salvar. Pois meu corpo é o único que te aquece, meu coração é o único que te ama incondicionalmente e meus braços são os únicos que podem te proteger. Oh, Julieta! Meu amor por ti é como uma flor de primavera que desabrochou e não murchará, linda e pronta a encantar quem conhece a doçura de seu cheiro e a cor de suas pétalas. Oh, Julieta! Vem pra mim!


Autora: Ingrid Torga